Sudeste Região de Passos

Tudo sobre Guapé

Guia completo, dados e turismo em Minas Gerais.

População (2022)
13.772
PIB Total
R$ 390,78 Mi
Per Capita
R$ 28.375,25
Área (km²)
934,300
IDH / Bioma
Cerrado
📅

Quando ir

abril

O clima é ameno e as chuvas são menos frequentes, ideal para explorar a cidade e suas atrações ao ar livre.

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Segurança

A cidade é considerada tranquila, com baixos índices de criminalidade, ideal para passeios em família.

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Custo Médio

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Guapé é uma pequena cidade mineira com rica história e belezas naturais. Situada no coração do Cerrado, a cidade oferece uma combinação de cultura indígena e paisagens deslumbrantes, tornando-se um destino perfeito para quem busca tranquilidade e contato com a natureza.

Principais Atrações

Igreja Matriz de São Sebastião

Uma das principais construções históricas de Guapé, com arquitetura colonial e rica em detalhes.

Reserva Natural da Fazenda Cahu

Um espaço que preserva a flora e fauna do Cerrado, perfeito para caminhadas e observação de aves.

Praia Artificial do Porto do Sapucaí

Um local ideal para práticas de esportes aquáticos e lazer em família, cercado pela beleza natural.

Dúvidas Comuns

? Qual é a principal atividade cultural de Guapé?

A cidade abriga eventos que celebram a cultura indígena e a tradição mineira, como festas e feiras de artesanato.

? A cidade possui estrutura de hospedagem?

Sim, Guapé oferece algumas pousadas e hotéis, com opções que variam em conforto e preço.

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Economia e Empresas

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História e Formação

Dados históricos oficiais (IBGE)

Ler Histórico Completo

Os primeiros habitantes da região onde hoje se encontra instalado o município de Guapé, foram os indígenas da nação Cataguá.

Diogo de Vasconcelos, em sua história antiga de Minas Gerais, conta-nos que os Teremembé deslocaram-se do Jaguaribe e dividiram em duas cordas: uma que subiu o São Francisco até as nascentes (Piumhi) e outra que desceu o Paraíba até a sua foz.

Encontraram-se ambas, desirmanadas, no vale do Rio Grande ou Paraná. Travada a luta pela posse do rio, esta veio a decidir-se na foz do Sapucaí. Os vencidos transpuseram a Mantiqueira e instalaram-se no chã do Paraíba, cerca de Taubaté, e os vencedores ficaram na terra conquistada, onde se estenderam até o Rio das Mortes com o nome enfático de Catoé-aná, que significava gente boa (posteriormente Cataguá). A nação dos Cataguá, por tradição guerreira e indomável, foi por longos anos senhora da região. Os bandeirantes, evitaram os choques armados e, muito embora houvessem tentado em inúmeras oportunidades, não conseguiram civilizar os destemidos indígenas. Coube a Lourenço Castanho, fidalgo europeu, a iniciativa de dominá-los, afastando dessa forma o embaraço que " persuadia aos outros o itinerário do Paraná". Já tendo a sua disposição o caminho até Ibiturama, dobrou a Mantiqueira e bateu-se em conquista, vencendo-os e invadindo todo o distrito até o Araxá, por onde foi ter a serra, além do Paracatu, cujo arraial iniciou.

Por promessa de Esméria Angélica da Pureza, esposa de José Bernardes Ferreira Lara, grande proprietário local, em 1839, foi doado a São Francisco de Assis um patrimônio em terras, para sua capela. Imitaram também este gesto Felisberto Martins Arruda e Cândida Soares do Rosário. Dessas doações nasceu o arraial que mais tarde, em 1856, passou a distrito, com a designação de São Francisco Rio Grande, e, em 1920, aparecia como distrito componente do município de Dores da Boa Esperança.

Pela lei estadual 843, de 7 de setembro de 1923, foi elevado a categoria de município com o nome de Guapé.

É sede de comarca de 2ª Entrância desde 1º de julho de 1954.

O nome Guapé originou-se de uma planta da região chamada "Guay" e que viceja nos lagos formados, em conjunto, verdadeiros caminhos sobre a água. Guaypé significava "caminho n’água, que por corrutela, passou a "Aguapé" e, posteriormente, Guapé.

Gentílico: Guapeense.

Formação Administrativa:

O distrito foi criado pela lei provincial nº 774, de 29 de maio de 1856 e pela lei estadual nº 02, de 14 de setembro de 1891, configurando sobre a denominação de São Francisco do Rio Grande, na "divisão administrativa em 1911" e nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1º-IX-1920, como componente do município de Dores da Boa Esperança.

A lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, desmembrou do município de Dores da Boa Esperança, tornando-o, sob a denominação de Guapé, sede do município deste nome, criado pela referida lei, o qual se constituiu de 3 distritos: Guapé ( ex São Francisco do Rio Grande), Araúna ( ex Araújos) e Capitólio (ex São Sebastião dos Franciscos), os dois últimos, desanexados do município de Piumhi.

O município de Guapé foi instalado em 03 de fevereiro de 1924, sendo sua sede elevada à categoria de cidade, em virtude da lei estadual nº 893, de 10 de setembro de 1925.

No quadro da divisão administrativa do Brasil, relativo ao ano de 1933, e publicado no boletim do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, o município que se trata continua formado pelos distritos de Guapé, Araúna, Capitólio, o mesmo se observando nos quadros territoriais datados de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, no quadro anexo ao decreto lei estadual nº 88, de 30 de março de 1938, bem como na divisão territorial judiciário-administrativa do estado, fixada pelo decreto lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, para vigorar no quinquênio 1939-1943.

Por força do decreto lei estadual nº 1058, de 31 de dezembro de 1943, o município de Guapé perdeu o município de Capitólio que retornou ao município de Piumhi. Assim, na divisão territorial vigente no quinquênio 1944-1948, estabelecida pelo précitado decreto lei, apenas dois distritos integram o referido município: Guapé e Araúna.

Fonte: Arquivos da Agência do IBGE de Passos/MG Prefeitura Municipal de Guapé.

Autor do Histórico: LUIZ FLÁVIO LEMOS