O turismo mato-grossense enquanto matéria-prima existe e é inestimável. É necessária a orquestração entre atores públicos e privados para a estruturação e promoção da oferta cultural dos territórios na construção do produto turístico. O turismo é indiscutivelmente a atividade econômica que mais cresce e se desenvolve em todo mundo. Alguns setores da sociedade classificam-no de Indústria sem Chaminés, já que é grande gerador de divisas e de empregos. Nos países com grande potencial de recursos naturais, como é o nosso caso, é imprescindível que se direcione a indústria turística para o caminho que lhe é devido.
As milhares de cabeças de gado e a excelente performance na produção de grãos caracterizam muito bem a economia de Mato Grosso, fazendo com que as ações governamentais se voltem mais acentuadamente, para estes dois setores tidos como vitais para nossas divisas. No entanto, as potencialidades turísticas naturais existentes em Mato Grosso devem merecer atenção devida da classe política e empresarial para seu desenvolvimento de forma efetiva e perene.
As pessoas e instituições públicas e privadas, nas esferas municipal, estadual e federal, que administram e desenvolvem projetos voltados à área do turismo em Mato Grosso, devem ater-se às questões orçamentárias dos órgãos responsáveis, ou seja, enquanto não houver planejamento e investimento devido, não haverá turismo como forma de economia saudável em no Estado.
Os roteiros turísticos existentes são de beleza ímpar e, deve-se, objetivar, através de ação conjunta, harmônica e bem coordenada, elevar o turismo mato-grossense à sua posição de justiça, de forma a contribuir com o processo de desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Todas as organizações ligadas à economia mundial ONU, OCOE e BIRD, são unânimes em afirmar que, nas primeiras décadas do terceiro milênio o turismo será a primeira atividade da economia mundial.
O turismo é uma importante indústria. Como tal é entendido em todos os países desenvolvidos do mundo e assim também deve ser entendido em Mato Grosso. No contexto do próprio comércio entre nações, faz parte das chamadas exportações invisíveis porque gera divisas sem a contrapartida de intercâmbios de produtos físicos. Seu produto principal é a beleza natural, da qual Mato Grosso foi prodigamente contemplado, pois temos o Pantanal, com sua exuberante fauna e flora, de beleza ímpar, um dos últimos santuários ecológicos do planeta, e, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade.
Nossas florestas, que com todo o fetichismo que exercem sobre as populações, ainda resistem em diversas regiões do Estado, ocupando quase 50% de seu território de cerca um milhão de quilômetros quadrados. Na região norte mato-grossense o eco-turismo, hotéis de selva, sítios arqueológicos, torres de observação de pássaros, turismo rural, pesca esportiva e turismo indígena, são os principais atrativos da região. A Chapada dos Guimarães, com suas fantásticas quedas d'água, suas formações rochosas, canyons lindíssimos, misturando mistérios e misticismo encanta a todos que a visitam. No leste mato-grossense temos o fantástico potencial turístico da Serra do Roncador e do Rio Araguaia, em toda sua extensão, com centenas de praias maravilhosas que se estendem por todo território, ao longo do histórico rio.
Além de todas as belezas naturais existentes em nosso Estado, há que se destacar a importância da histórica capital Cuiabá, com seus poucos, mas antigos casarões e suas igrejas bicentenárias. Citam-se ainda as cidades de Vila Bela da Santíssima Trindade, a primeira capital mato-grossense, onde a história paira no ar; Cáceres, às margens do Rio Paraguai, onde perfilha-se casarões construídos no século XIX e ainda pode-se visitar o histórico Marco do Jauru na praça central em frente à catedral. Cáceres firma-se como centro turístico internacional em função do Campeonato Anual de Pesca, que está incluído no Guiness Book, pelo grande número de participantes.