Rondônia tem um grande potencial turístico pouco explorado. Com 1,7 mil km de extensão, o rio Madeira é o maior afluente da margem direita do Amazonas e margeia Porto Velho. Passear por suas águas significa navegar no meio da floresta Amazônica, observando árvores centenárias, aves exóticas e trechos de corredeiras. É também pelo rio Madeira que se chega ao lago do Cuniã, a 120 km da capital, uma reserva biológica com criadouro natural de peixes de água doce, sobre a qual há freqüentes revoadas de pássaros.
Para atrair turistas, o governo criou uma zona de livre comércio em Guajará-Mirim, município localizado a 333 km de Porto Velho, à beira do rio Madeira, na divisa com a Bolívia. Cada visitante pode comprar até 2 mil reais em produtos importados, entre os quais se destacam os eletroeletrônicos. Do outro lado do rio, na cidade boliviana de Guayaramerín, a cota é de apenas 150 dólares e a oferta de produtos limita-se a roupas e calçados.
Uma variedade de paisagens naturais aguarda o ecoturista em Rondônia. Percorrer seus rios é travar contato com a Amazônia mais profunda dos iguapós e lagos, dos seringueros, castanheiros, castanheiros e pescadores. E também com as ruínas da saga da estrada de ferro madeira-mamoré.
O estado de Rondônia selecionou, para compor seu pólo de ecoturismo, os vales dos rios Guaporé, Mamoré e Madeira, perfazendo um corredor de belezas naturais que percorre desde o sul do estado até a capital, Porto Velho. Em sua maior parte, o pólo abrange a mais bem preservada e menos povoada região do estado, coberta por florestas e áreas inundáveis, situadas na fronteira com a Bolívia. De sul para o norte, o pólo se estende por cinco municípios: Cabixi, Pimenteiras, Costa Marques, Guajará-Mirim e Porto Velho, capital e portão de entrada do estado.
Partindo de Porto Velho, descendo o rio Madeira, se chega à Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, um dos mais belos lagos da Amazônia. É uma região repleta de igarapés, que atravessam campos e florestas inundadas - os igapós -, onde se concentra a fauna da região, especialmente aves aquáticas, jacarés e peixes como o pirarucu, o maior da Amazônia. A diversidade de ambientes naturais e a diversidade de espécies fazem do Cuniã um lugar ideal para a observação de aves e da fauna em geral.